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27 de março de 2015

COMUNICADO  DE  IMPRENSA  

Cientistas  brasileiros   completam   levantamento inédito de peixes em cadeia de montanhas submarinas. A  região é pleiteada pelo país perante a comunidade internacional.O estudo, publicado semana na revista  científica  PLoS  ONE, traz o  maior levantamento de peixes jamais realizado nas montanhas submarinas do Atlântico Sul. Ao comemorar  o avanço no conhecimento, os pesquisadores também expressam  preocupação com a conservação desse ecossistema ímpar.
Foram quase duas décadas de pesquisas na Cadeia Vitória-Trindade, mais conhecida por abrigar em seu extremo leste o complexo insular de Trindade e Martin­‐Vaz, distante 1.200 quilômetros de Vitória, no Espírito Santo. O projeto envolveu 22 pesquisadores de 12 universidades brasileiras e uma norte-americana, tendo contado com apoio do Ministério da  Ciência  Tecnologia e Inovação, do Ministério da Educação e da Marinha do Brasil. Para explorar essa vasta e remota região foram realizados mergulhos com uso de misturas gasosas e utilizados robôs submarinos munidos de câmeras, além de barcos pesqueiros da frota comercial. Nada menos que 211 espécies de peixes foram registradas no topo das 10 principais  montanhas submarinas que se alinham desde o continente até as ilhas. O entorno das ilhas também foi pesquisado e revelou 173 espécies. O principal produto desse enorme esforço é um catálogo fartamente ilustrado e documentado, disponível  para download no site da PLoS ONE (1).
O  líder  do  estudo,  Hudson Pinheiro, doutorando na Universidade da Califórnia, ressaltou que 191 espécies  representam  novos  registros para a Cadeia Vitória-Trindade.   “Agora compreendemos melhor os processos evolutivos que resultaram em espécies endêmicas nas ilhas e nas montanhas submarinas. Em função de apresentarem topos relativamente rasos, as montanhas funcionam como trampolins para as espécies ao longo de vastas extensões de oceano aberto”,declarou Pinheiro.  
Conhecer a topografia e os ecossistemas, de forma a garantir sua exploração racional, são premissas centrais da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM). A Convenção, da qual o Brasil é signatário, assegura a Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas. Em 2004 o Brasil apresentou uma proposta de expansão da Plataforma Continental Jurídica(2) à Comissão sobre Limites da CNUDM, para além das 200 milhas, na Foz do Amazonas e na região sul. O pleito brasileiro também incluiu alguns montes da Cadeia Vitória-Trindade, mas foi devolvido para que o país adequasse a proposta e a justificativa. Segundo Rodrigo Moura, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e co-autor do estudo,“os resultados das pesquisas agregam valor ao pleito brasileiro”. Segundo o pesquisador, “trata-se de uma contribuição que demonstra, internacionalmente, a soberania do Brasil no conhecimento sobre a biodiversidade da região”. Apesar das boas notícias, o Monte Davis, uma das áreas cuja jurisdição ainda não está plenamente estabelecida, tem sido explorado para a produção de fertilizantes(3). O entendimento dos pesquisadores é que dragar um recife riquíssimo e com espécies únicas para produzir fertilizantes é completamente irracional. “Não podemos repetir os graves erros cometidos na ocupação da Amazônia na chamada  ‘Amazônia  Azul’. Ocupar não precisa ser sinônimo de destruir ”, afirma   Moura. “A utilização sustentável da biodiversidade marinha, através da pesca controlada e da biotecnologia, é um caminho muito mais racional”, completa o pesquisador. A criação de uma Reserva da Biosfera Marinha na Cadeia Vitória-Trindade foi recentemente proposta à UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). Por outro lado, o processo de criação de áreas de proteção, que deveria ser mais ágil, está estagnado no Ministério do Meio Ambiente desde 2012. Além da mineração, a pesca excessiva em todos os montes submarinos e nas ilhas preocupa os autores do estudo, que já reportam risco de extinção e declínio de várias espécies de peixes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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  Fonte e um dos autores capixabas da pesquisa: Eric Freitas Mazzei

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